Blancpain GT Series: 3 Horas de Monza

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Belgian Audi Club Team WRT, Dries Vanthoor, Chritopher Miles, Aliex Riberas, Audi R8 LMS #1
Bel­gian Audi Club Team WRT, Dries Vanthoor, Chri­to­pher Miles, Aliex Rib­eras, Audi R8 LMS #1

Comissários ajudam na vitória da Audi

Há dias em que ficamos com a sen­sação que cer­tas coisas não devi­am acon­te­cer! O Blanc­pain GT Series é um campe­ona­to excep­cional e a cor­ri­da inau­gur­al da Endurance Séries, em Mon­za, foi uma das mel­hores cor­ri­das a que assisti nos últi­mos anos.

Com uma grel­ha de par­ti­da supe­ri­or a 50 car­ros de GT divi­di­dos por 3 class­es e onze fab­ri­cantes difer­entes. Uma grel­ha de par­ti­da rec­hea­da de exce­lentes pilo­tos, onde, entre os 10 primeiros não é pos­sív­el deter­mi­nar quem vai ter­mi­nar na frente de quem, a Blanc­pain GT Endurance Series é um dos mais com­pet­i­tivos campe­onatos de GT em todo o mun­do. A cor­ri­da de Mon­za, não fugiu à regra. Dis­pen­sa­va, ape­nas, uma exces­si­va par­tic­i­pação do colé­gio de comis­sários da pro­va.

Comissários decidem o que a Audi merecia ter mostrado em corrida.

A cer­ca de meia hora do final da cor­ri­da Dries Vanthoor, no Audi R8 LMS #1, faz uma primeira ultra­pas­sagem ao Mer­cedes AMG #43 pilota­do por Maxi Gotz. No entan­to e ape­sar de um anda­men­to muito supe­ri­or, o Audi real­iza a ultra­pas­sagem uti­lizan­do uma zona da rec­ta da meta que está fora dos lim­ites da pista. A direção de cor­ri­da resolve agir e dá instruções ao pilo­to da Audi para ced­er a sua posição ao Mer­cedes AMG #43. O Audi retor­na ao segun­do lugar e rea­ta a perseguição ao Mer­cedes de Gotz. Pou­cas voltas após, o Audi está nova­mente em cima do car­ro de Maxi Gotz.

Em Mon­za, com 53 car­ros em pista e onde os con­cor­rentes dire­tos das difer­entes cat­e­go­rias têm anda­men­tos muito próx­i­mos, alcançar um adver­sário é uma coisa, ultra­passá-lo é out­ra bem difer­ente.

Belgian Audi Club Team WRT, Dries Vanthoor, Chritopher Miles, Aliex Riberas, Audi R8 LMS #1
Bel­gian Audi Club Team WRT, Dries Vanthoor, Chri­to­pher Miles, Aliex Rib­eras, Audi R8 LMS #1

O Audi R8 LMS #1 é fran­ca­mente mais rápi­do que o Mer­cedes e, após o ter alcança­do, Vanthoor ten­ta a manobra de ultra­pas­sagem por fora, na entra­da da cur­va 1 de Mon­za (entra­da na chi­cane). Gotz, defende, alarga a sua tra­jec­tória o mais que pode, não dan­do espaço ao Audi que é obri­ga­do a travar forte. Os dois car­ros tocam-se, mas a frente do Audi está para trás de metade do Mer­cedes. Esta foi uma manobra defen­si­va, em nos­sa opinião, per­feita­mente legit­i­ma e nor­mal. Assim não enten­der­am os comis­sários, ou a direção de cor­ri­da que deu ordem ao pilo­to do Mer­cedes para deixar pas­sar o Audi.

Nem a cor­ri­da, nem os pilo­tos, nem as mar­cas envolvi­das, mere­ci­am esta ati­tude da direção de cor­ri­da. Todos nós os respeita­mos e todos nós sabe­mos que o tra­bal­ho deles é em pro­le da segu­rança e da ver­dade desporti­va. No entan­to, nem uma, nem out­ra, gan­haram com esta toma­da de decisão. A Audi mere­cia mais, esta­va mais rápi­do e era capaz de super­ar o Mer­cedes em pista. Os pilo­tos mere­ci­am ter luta­do pela primeira posição, de igual para igual, com a sua arte e magia para super­ar o adver­sário. Todos nós merecíamos ter assis­ti­do a um espec­tácu­lo que esta­va a ser extra­ordinário!

Jaguar “adormece” após entrada de Safety Car

Emil Frey Jaguar Racing, Alex Fontana, Adrian Zaugg, Mikael Grenier, Emil Frey G3 Jaguar #54
Emil Frey Jaguar Rac­ing, Alex Fontana, Adri­an Zaugg, Mikael Gre­nier, Emil Frey G3 Jaguar #54

A cor­ri­da foi toda ela muito dis­puta­da. Na par­ti­da e prin­ci­pal­mente na abor­dagem da cur­va 1, é necessário bas­tantes caute­las, pois com um pelotão de 53 car­ros a chegarem muito rápi­do à chi­cane, tudo pode acon­te­cer e ninguém quer ter­mi­nar uma cor­ri­da de 3 horas, logo na primeira cur­va.

Miguel Moli­na, Fer­rari 488 GT3 #72, que det­inha a pole, sai na frente, segui­do por Fontana, no Jaguar e Engel no Mer­cedes. Par­ente que ficara com o primeiro turno, perde uma posição, mas insere-se no grupo dos mais rápi­dos. A difer­ença entre eles é infe­ri­or a 5s.

Antes da primeira tro­ca de pilo­tos acon­tece a primeira situ­ação de Full Corse Yel­low. Pedaços de fibra de car­bono, resul­tantes de alguns toques entre con­cor­rentes, têm de ser reti­ra­dos da pista e a direção decide neu­tralizar a cor­ri­da para que os comis­sários pos­sam faz­er o seu tra­bal­ho em segu­rança.

Quan­do é retoma­da a par­ti­da, o Mer­cedes de Engel está atrás do Jaguar de Fontana, mas o car­ro não responde às solic­i­tações do pilo­to suíço e o Mer­cedes pas­sa como se ele nem estivesse lá. Estran­ho! Sobre­tu­do porque mais tarde, no decor­rer do segun­do FCY, vol­ta a acon­te­cer o mes­mo… o car­ro não responde e o pilo­to perde duas posições sem mais, nem menos. Par­ente leva o Mer­cedes #43 à box para tro­ca de pilo­to, pneus e reabastec­i­men­to. A oper­ação de box é muito boa e a equipa gan­ha uma posição. Ago­ra com Maxi Buhk aos coman­dos. Esta terá sido a fase mais inter­es­sante da cor­ri­da. Moli­na sede o volante a Aleshin e este aguen­ta enquan­to pode até ser apan­hado pelo Mer­cedes que aca­ba por o ultra­pas­sar na parabóli­ca. Aleshin vai à box uma vol­ta antes do pre­vis­to para seder o volante a David Rigon que aca­ba por aban­donar a cor­ri­da umas voltas mais tarde.

Audi e Mercedes, as duas faces da moeda germânica.

Strakka Racing, Maxi Buhk, Alvaro Parente, Maxi Gotz, Mercedes AMG GT3 #43
Strak­ka Rac­ing, Maxi Buhk, Alvaro Par­ente, Maxi Gotz, Mer­cedes AMG GT3 #43

No team Strak­ka Rac­ing, que faz cor­rer o Mer­cedes #43 que segue na 1ª posição, Buhk entre­ga o volante a Gotz. Na Audi é Vanthoor que assume os coman­dos do número 1 da equipa bel­ga WRT. O que tín­hamos vis­to acon­te­cer entre Mer­cedes e Fer­rari, pas­sa-se ago­ra entre as duas mar­cas ger­mâni­cas. Tal como duas faces da mes­ma moe­da, o Mer­cedes AMG #43 vê o Audi chegar à sua tra­seira como um foguete.

A cor­ri­da esta­va a ser extra­ordinária, nomeada­mente com esta luta, mas após a decisão dos comis­sários, Gotz percebe que não tem anda­men­to para o Audi, sendo prefer­ív­el con­sol­i­dar o 2º lugar do que entrar numa aven­tu­ra que pode­ria ter­mi­nar mal. Cá para trás out­ras guer­ras se vão tra­van­do, igual­mente emo­ti­vas e espec­tac­u­lares.

Na Classe AM, Fran­cis­co Guedes assume os coman­dos do Lam­borgh­i­ni #77. Desce­r­am para ter­ceiro, por con­ta de um toque de um adver­sário. Guedes recu­pera o segun­do lugar, mas está muito longe do primeiro (30s). Ain­da con­segue recu­per­ar 15s, mas não há tem­po para mais. Miguel Ramos tem uma cor­ri­da “hor­rip­iles”. O car­ro está em per­da de potên­cia, não anda. Mau gra­do todos os esforços do pilo­to por­tuguês e seus cole­gas de equipa, o Lam­borgh­i­ni aca­ba por entrar na box antes da ban­deira de xadrez lhe ser mostra­da. Prob­le­mas de motor, foi o vere­dic­to final.

Um campeonato prometedor.

Com uma lista de inscritos supe­ri­or a cinquen­ta car­ros, onde encon­tramos Audi, Aston Mar­tin, Bent­ley, BMW, Fer­rari, Jaguar, Lam­borgh­i­ni, Lexus, McLaren, Mer­cedes, Nis­san e Porsche, onde podemos ver pilo­tos como Van­thor, Engel, Soucek, Soulet, Pier Gui­di, Fri­jns, Par­ente, Petrov, Buhk, Bertoli­ni e Fisichel­la, entre muitos out­ros; o Blanc­pain GT Endurance Series tem tudo para ser um campe­ona­to de excepção, com cor­ri­das sober­bas num espec­tácu­lo dig­no de grandes audiên­cias.

Para além dis­to, con­ta com vários por­tugue­ses em acção: Par­ente, Águas, Guedes e Ramos, todos com legit­i­mas pre­ten­sões na dis­cussão do tit­u­lo. O que para nós é um moti­vo de inter­esse acresci­do.

O campe­ona­to prom­ete e nós vamos estar aten­tos.

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