Formula 1: Bottas, Veni, Vidi, Vici

2019 Australian Grand Prix, Sunday - LAT Images
Valt­teri Bot­tas win­ner 2019 Aus­tralian Grand Prix — LAT Images

Todos ficamos com a impressão, após Barcelona, que este seria o ano da Fer­rari. Pois bem, até pode ser, mas o GP da Aus­trália foi para Bot­tas e para a Mer­cedes.

As qual­i­fi­cações tin­ham deix­a­do perce­ber que podia haver sur­pre­sas na cor­ri­da. Hamil­ton clas­si­fi­cou-se com menos 0,7 seg que o Fer­rari de Vet­tel que, por sua vez, se ficou pela ter­ceira posição a ape­nas 0,130 do Red­bull-Hon­da de Ver­stap­pen.

Não! a Fer­rari não esta­va bem. No entan­to, treino e qual­i­fi­cações são uma coisa e cor­ri­da é out­ra. Não podia ser mais ver­dade! No ano em que Bot­tas tem mostrar serviço para segu­rar o seu lugar na equipa, na primeira cor­ri­da após um ano de 2018 menos feliz, o fin­landês não esteve com cer­i­mo­nias, saltou para o primeiro lugar logo na par­ti­da, não dan­do espaço a ninguém, e ali ficou até cor­tar a meta. Nas últi­mas voltas, quan­do ape­nas neces­si­ta­va de gerir o rit­mo e após saber que Ver­stap­pen tin­ha feito a mel­hor vol­ta, Bot­tas decid­iu que que­ria sair de Mel­bourne com tudo a que tin­ha dire­ito e mes­mo com o seu engen­heiro a acon­sel­har cal­ma, ele fez a mel­hor vol­ta da cor­ri­da, como quem diz: “peço des­cul­pa, mas hoje é tudo meu. Não quero só 25 pon­tos por vencer a cor­ri­da, quero mais um pela vol­ta mais ráp­i­da. Eu vou sair daqui com 26 pon­tos, nem que a vaca tuça!”

É des­ta fibra que se fazem os campeões. Se queres vin­gar na for­mu­la um, é este tipo de ati­tude que se espera de ti.

Lewis Hamilton, AMG F1 W10 EQ Power +, #44, 2019 Australian Grand Prix, Wolfgang Wilhelm
Lewis Hamil­ton, AMG F1 W10 EQ Pow­er +, #44, 2019 Aus­tralian Grand Prix, Wolf­gang Wil­helm

Bot­tas gan­hou e deixou Hamil­ton a mais de 20 seg na segun­da posição. A Mer­cedes veio esclare­cer, mais tarde, que havia um prob­le­ma com o fun­do do car­ro de Hamil­ton e que, por isso, o pen­ta campeão tin­ha lev­a­do a aba­da que lev­ou. Cer­to, acred­i­to que sim, mas Lewis Hamil­ton que se cuide, pois Bot­tas está aí para mar­car posição e, se poder ser campeão, não se vai faz­er roga­do.

Quem tam­bém não se fez roga­do, foi Ver­stap­pen. O holandês que ape­sar da sua pou­ca idade, cumprirá no final des­ta época 100 GP real­iza­dos, quis mar­car posição e mostrar que os Red­bull, ago­ra com motor Hon­da, estão aí para bater o pé e dis­putar as vitórias em cor­ri­da.

Max Verstappen of the Netherlands driving the (33) Aston Martin Red Bull Racing RB15 makes a pitstop during the F1 Grand Prix of Australia at Melbourne Grand Prix Circuit on March 17, 2019 in Melbourne, Australia. (Photo by Mark Thompson/Getty Images)
Max Ver­stap­pen of the Nether­lands dri­ving the (33) Aston Mar­tin Red Bull Rac­ing RB15 makes a pit­stop dur­ing the F1 Grand Prix of Aus­tralia at Mel­bourne Grand Prix Cir­cuit on March 17, 2019 in Mel­bourne, Aus­tralia. (Pho­to by Mark Thompson/Getty Images)

O jovem pilo­to da Red­bull deixou Vet­tel e o seu Fer­rari a quase 35 seg e ter­mi­nou a cor­ri­da a 1.6s de Hamil­ton. Isto porque umas voltas antes de ter­mi­nar, ao ten­tar sur­preen­der o britâni­co da Mer­cedes, alargou demasi­a­do a tra­jetória e saiu de pista. Hamil­ton teve de se defend­er e aque­las últi­mas voltas não foram favas con­tadas para o atu­al campeão do mun­do.

Os Fer­raris­tas saíram de Mel­bourne pensativos(digo eu). Na ver­dade para o que é nor­mal, eles ficaram em… últi­mo. Mais ou menos equidis­tantes em tem­po, do grupo da frente e do segun­do pelotão, para a Fer­rari isto foi pior que desi­s­tir. Se tivessem desis­ti­do, poder-se-ia atribuir a respon­s­abil­i­dade a qual­quer out­ra coisa, pneus, fal­ha mecâni­ca, aci­dente… assim não! A cor­ri­da da Fer­rari foi um desas­tre (este é um arti­go de opinião, logo esta é a min­ha opinião) com Vet­tel no final da cor­ri­da a andar para trás. Só não foi pas­sa­do por Leclerc porque alguém deve ter esclare­ci­do o pilo­to mon­e­gas­co que era prefer­ív­el que as coisas acabassem assim como estavam. A posição em que se encon­travam e o que daí resul­tasse após a ultra­pas­sagem de Leclerc a Vet­tel era exata­mente o mes­mo, pelo que não mere­cia a pena cor­rer riscos. Não este não foi o GP que qual­quer indi­vid­uo mais ou menos infor­ma­do, exis­tente na face da ter­ra, esperasse da mar­ca ital­iana. Esper­e­mos que ten­ha sido uma vez sem exem­p­lo e que a Fer­rari se apre­sente no Bahrain ao nív­el que a F1 merece.

Uma últi­ma palavra para as restantes equipas. Haas, Renault, Alfa Romeo, Rac­ing Point e Toro Rosso ter­mi­naram nos lugares seguintes que davam dire­ito a pon­tos. Oito equipas nos 10 primeiros lugares. Do séti­mo lugar, inclu­sivé, até ao 10º, todos ter­mi­naram com menos uma vol­ta e ape­nas os williams ter­mi­naram com menos 2 voltas (George Rus­sel) e menos 3 voltas (Robert Kubi­ca).

O segun­do pelotão está mais jun­to, mais com­pet­i­ti­vo, mas é pre­ciso faz­er mais para se chegarem à frente. Vamos ver; o GP da Aus­trália pelas suas car­ac­terís­ti­cas próprias não serve de exem­p­lo para o resto do campe­ona­to. Só na Chi­na, naque­le que será o milési­mo GP da F1, se poderá perce­ber mel­hor. Até lá, boas cor­ri­das!

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Joao Lamares

Editor in Chief at JLpress News
Fotógrafo profissional desde 1999, colaborou com diversas empresas, agencias de publicidade e gabinetes de imprensa.
Colaborou com o Blog Fashion Heroines como fashion phortographer.
É o fotógrafo oficial da Colorida Art Gallery.
Fundou a JLpress Sport News and Photo em abril de 2016 onde acumula os cargos de Diretor de conteúdos e fotógrafo.
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