Moto 2: Oliveira mais perto do titulo

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Miguel Oliveira, Red Bull KTM AJO | Photo JoaoLamares/JLpress
Miguel Oliveira, Red Bull KTM AJO | Pho­to JoaoLamares/JLpress

Miguel Oliveira con­seguiu vencer a dura e emo­cio­nante batal­ha com o ital­iano Luca Mari­ni, con­qui­s­tan­do o alme­ja­do degrau mais alto do pódio no cir­cuito de Brno, Grande Prémio da Repúbli­ca Checa. A vitória em Brno, ao lon­go das 19 voltas com uma tem­per­atu­ra média no asfal­to de 39º, lev­ou o pilo­to almadense à lid­er­ança do campe­ona­to de Moto 2, com mais dois pon­tos que Francesco Bag­na­ia, que foi ter­ceiro. Com este feito Miguel Oliveira gan­hou entra­da dire­ta no exclu­si­vo clube dos atle­tas lusos que pro­je­tam o nome de Por­tu­gal no mun­do inteiro. Nes­ta asso­ci­ação de estre­las desporti­vas, o pilo­to de 23 anos arrisca-se a faz­er em duas rodas, parte da con­ste­lação onde Cris­tiano Ronal­do no desporto rei, Fer­nan­do Pimen­ta na Canoagem e João Sousa no ténis têm já lugar cati­vo, pro­je­tan­do-se como um dos maiores vul­tos do desporto nacional extra-fute­bol.

O pilo­to de Alma­da que subiu pela sex­ta vez ao pódio nes­ta tem­po­ra­da, con­tabi­lizan­do duas vitórias, dois segun­dos lugares e dois ter­ceiros, já ultra­pas­sou o estatu­to de “next big thing” do desporto nacional. Sendo ain­da uma estrela em ascen­são, Miguel Oliveira tem poten­cial para se tornar num dos mais sig­ni­fica­tivos desportis­tas do panora­ma nacional. Ain­da que em Por­tu­gal não ten­ha tido as hon­ras dev­i­das porque, como é sabido, os por­tugue­ses pref­er­em as duas per­nas sem motor dos fute­bolis­tas, cele­bri­dades que monop­o­lizam as atenções mediáti­cas e pop­u­lares e que deix­am pouco espaço para out­ros super-desportis­tas (alguns ver­dadeiros super-hero­is) de modal­i­dades que no reino luso não têm tan­to acol­hi­men­to.

Grad­ual­mente, Miguel Oliveira tem vin­do a con­cretizar todas as promes­sas com que se estre­ou, em 2011, aos 16 anos, no Mundi­al de 125 cc (atu­al cat­e­go­ria de Moto3). Aos primeiros pon­tos (2011), pódio (2012), pole posi­tion (2013), vitórias e vice-campe­ona­to mundi­al (2015) em Moto3, seguiu-se uma afir­mação mais ráp­i­da na cat­e­go­ria inter­mé­dia do Campe­ona­to do Mun­do de veloci­dade, onde chegou em 2016. Regres­sa­do, em 2017, com a Red Bull KTM Ajo, o pilo­to de Alma­da cole­cio­nou vitórias (três), pódios (nove) e pole (duas) — nos 18 Grandes Prémios da tem­po­ra­da, aca­ban­do no 3.º lugar do Mundi­al e pro­je­tan­do o nome além-fron­teiras.

Em 2018, o pilo­to por­tuguês subiu pela sex­ta vez ao pódio, con­tabi­lizan­do duas vitórias, dois segun­dos lugares e dois ter­ceiros. A vitória na déci­ma das 19 cor­ri­das da tem­po­ra­da per­mi­tiu a Miguel Oliveira ascen­der ao coman­do do campe­ona­to, com 166 pon­tos, mais dois do que o ital­iano Francesco Bag­na­ia (Kalex), que ter­mi­nou a pro­va em ter­ceiro, atrás do com­pa­tri­o­ta e cole­ga de equipa Luca Mari­ni, naqui­lo a que o próprio Miguel Oliveira denomi­nou com humor “ uma grande sand­wich ital­iana, ou neste caso uma piz­za”.

A 11.ª das 19 provas é o Grande Prémio da Áus­tria, que se real­iza em 12 de agos­to na ‘casa’ da equipa de Miguel Oliveira – a Red Bull KTM Ajo, em Spiel­berg.

Miguel Oliveira, que já tem pre­sença con­fir­ma­da no Moto GP a par­tir da próx­i­ma tem­po­ra­da, é cada vez mais um fenó­meno a ter em con­ta no mun­do desporti­vo e con­tin­ua a mostrar capaci­dade para realizar aque­le que sur­gia como o grande obje­ti­vo (e son­ho) da tem­po­ra­da: ser campeão mundi­al em Moto 2. Nós acred­i­ta­mos que Miguel vai cumprir o son­ho porque o pilo­to que veio de Alma­da tem tudo o que é pre­ciso para se tornar um campeão: espíri­to de sac­ri­fí­cio, com­pet­i­tivi­dade deter­mi­nação e per­se­ver­ança, em resumo fibra de campeão.

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