Ricciardo ” The Lion Heart”

Adver­tise­ments
RSS
GOOGLE
https://jlpress.com/artigo/ricciardo-the-lion-heart-16693/
YouTube
INSTAGRAM
SOCIALICON

MONTE-CARLO, MONACO - MAY 24: Daniel Ricciardo Aston Martin Red Bull Racing RB14 TAG Heuer #3  | Photo by Dan Mullan/Getty Images
MONTE-CARLO, MONACOMAY 24: Daniel Ric­cia­r­do Aston Mar­tin Red Bull Rac­ing RB14 TAG Heuer #3 | Pho­to by Dan Mullan/Getty Images

Mais uma vez Móna­co provou ser O Grande Prémio. Aque­le que cas­ti­ga os impetu­osos e pre­meia os per­sis­tentes, cora­josos, muitas vezes sobre­nat­u­rais. Móna­co, o Cir­cuito de Monte Car­lo, cria lendas e este fim-de-sem­ana acres­cen­tou mais uma, de seu nome Ric­cia­r­do e a que nós jun­ta­mos “The Lion Heart”.

Móna­co é uma questão de posição em pista e esta con­strói-se, con­quista-se e defende-se. Parece que tudo começa na qual­i­fi­cação, mas não. Tudo começa nos treinos, livres com as afi­nações e per­cepções. Monte Car­lo não é potên­cia, é chas­sis e pilo­to. Ambos começam a preparar-se na primeira sessão de treinos livres.

Foi logo nos treinos livres que que a Red­Bull começou a mostrar os seus argu­men­tos. Com cer­ca de meio segun­do de van­tagem para os Fer­rari e Mer­cedes, Ver­stap­pen e Ric­cia­r­do mostravam-se con­sis­ten­te­mente muito fortes. Mas Ver­stap­pen é impetu­oso, jovem e pre­sa fácil para as gar­ras de Monte Car­lo.

MONTE-CARLO, MONACO Max Verstappen, Aston Martin Red Bull Racing RB14 TAG Heuer 33 | Photo by Charles Coates/Getty Images
MONTE-CARLO, MONACO Max Ver­stap­pen, Aston Mar­tin Red Bull Rac­ing RB14 TAG Heuer 33 | Pho­to by Charles Coates/Getty Images

O Holandês deixou-se seduzir pelos encan­tos da bela donzela mon­e­gas­ca e, ali jun­to à pisci­na, deixou que ela o bei­jasse… Pre­monição?

Os dois Red­Bull estavam demasi­a­do próx­i­mos. Um milési­mo de segun­do sep­a­r­a­va os dois car­ros no final da sessão de treinos livres 3, tudo se prepar­a­va para uma primeira lin­ha da equipa aus­tría­ca… Lem­bram-se de Baku?

O toque de Ver­stap­pen nos rails à saí­da da pisci­na foi prov­i­den­cial. Atirou o pilo­to da ReBull para o final da grel­ha como quem diz: ” hoje não é o teu dia, o teu dia há-de chegar, mas hoje não é o teu dia!”

Daniel Ric­cia­r­do, con­cen­trou-se, foi para a pista e con­quis­tou a pole com um novo record de vol­ta 1:10,8. Quase dois segun­dos mais rápi­do que a pole de Raikko­nen no ano pas­sa­do. Seten­ta e cin­co por cen­to do tra­bal­ho esta­va feito. O caste­lo tin­ha sido con­quis­ta­do, mas não esta­va livre de peri­go. Era pre­ciso vencer a cor­ri­da

Ric­cia­r­do arran­cou e não deu hipóte­ses a Vet­tel. Rap­i­da­mente esta­b­ele­ceu uma difer­ença sub­stan­cial para o alemão e tudo cor­ria sobre rodas. Não, Monte Car­lo não é assim! Monte Car­lo é um con­to de fadas. Há bons e maus. Há dra­ma, adver­si­dade, con­spir­ação.

Mónaco, Monte Carlo, Sebastien Vettel, Ferrari SF71H #5 | Photo Scuderia Ferrari
Móna­co, Monte Car­lo, Sebastien Vet­tel, Fer­rari SF71H #5 | Pho­to Scud­e­ria Fer­rari

Não está­va­mos a meio da cor­ri­da quan­do o pobre aus­traliano comu­ni­ca para a rádio que está a perder potên­cia. Na box comu­ni­cam que pouco podem faz­er; isto quer diz­er que está por sua con­ta e risco. A difer­ença para Vet­tel esfu­ma-se e Ric­cia­r­do vê o “dragão ver­mel­ho” crescer nos seus espel­hos. O Red­bull está mais lento e os 3 primeiros pas­sam a ter uma difer­ença entre eles, infe­ri­or a 4 segun­dos.

Móna­co só tem uma zona de DRS na “recta“da meta. Para poder usar o DRS, o pilo­to que persegue tem de estar a menos de 1s do que está na sua frente. Ric­cia­r­do tin­ha de asse­gu­rar-se que Vet­tel nun­ca pode­ria ter esse trun­fo na man­ga. Várias vezes os dois pilo­tos fiz­er­am a cur­va de La Ras­casse cola­dos. Ric­cia­r­do sabia que podia deixar Vet­tel aprox­i­mar-se ali para depois fugir e garan­tir mais de um segun­do de difer­ença ao lon­go da zona de DRS.

MONTE-CARLO, MONACO Daniel Ricciardo  Aston Martin Red Bull Racing RB14 TAG Heuer #3 | Photo by Charles Coates/Getty Images
MONTE-CARLO, MONACO Daniel Ric­cia­r­do Aston Mar­tin Red Bull Rac­ing RB14 TAG Heuer #3 | Pho­to by Charles Coates/Getty Images

O aus­traliano sabia que o pilo­to da Fer­rari não podia man­ter-se naque­la luta indefinida­mente. A exces­si­va prox­im­i­dade do car­ro da frente prej­u­di­ca a aerod­inâmi­ca e, a lon­go ter­mo, aju­da na degradação dos pneus. “The Lion Heart”, não me ocorre mel­hor definição para o pilo­to da Red­Bull. Não se deixou seduzir por bei­jos traiçoeiros, não se ator­men­tou com dragões ver­mel­hos. Geriu na per­feição o motor que tin­ha, lev­ou-o “nas palmin­has” durante mais de metade da cor­ri­da. No fim, nasceu uma nova len­da. Ric­cia­r­do “The Lion Heart”, rei no prin­ci­pa­do.

Esteban Ocon (FRA) Sahara Force India F1 VJM11. Monaco Grand Prix, Sunday 27th May 2018. Monte Carlo, Monaco. | Photo Force India
Este­ban Ocon (FRA) Sahara Force India F1 VJM11. Mona­co Grand Prix, Sun­day 27th May 2018. Monte Car­lo, Mona­co. | Pho­to Force India

No que aos out­ros diz respeito, o GP do Móna­co foi tudo, menos um pas­seio. Alon­so desis­tiu com prob­le­mas de caixa de veloci­dades. Leclerc, o meni­no da casa, ficou sem travões na entra­da da Nou­velle Chi­cane e lev­ou o Toro Rosso de Hart­ley pela frente. O mon­e­gas­co “encol­heu-se” o mais que pode, mas o pilo­to da Toro Rosso, não se aperceben­do das difi­cul­dades do adver­sário, não lhe deu espaço e foi de arras­to.

Ver­stap­pen ter­mi­nou em 9º, mas lev­ou o prémio da vol­ta mais ráp­i­da: 1:14,260 à veloci­dade média de 162Km/h.

Este­ban Ocon foi o primeiro do segun­do pelotão na frente de uma fila de perseguidores que com­preen­dia Gasly, Hulken­berg e Ver­stap­pen.

A cor­ri­da foi ani­ma­da, sem muitas ultra­pas­sagens, é cer­to, mas cheia de lutas, dis­putas e alguns jogos de equipa. Tudo por um lugar mel­hor den­tro dos pon­tos. Sim porque é com pon­tos que se gan­ha o campe­ona­to.

Clas­si­fi­cação na cor­ri­da

Clas­si­fi­cação do Mundi­al de Pilo­tos

Clas­si­fi­cação no Mundi­al de Con­stru­tores

 

Similar Posts: