Bosch arruma cockpit dos carros

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Como os displays digitais e a assistência por controlo de voz estão a revolucionar a condução

Redescobrir a experiência de condução com o HMI.

Centro de comando inteligente: o condutor controla as funções do carro usando comandos de voz e um ecrã sensível ao toque com resposta háptica.

Inteligência artificial no cockpit: o HMI antecipa e prioriza informações em tempo real.

Computador central no cockpit controla o HMI.

Mar­gari­da Troni | Lift Con­sult­ing | Bosch

Hildesheim, Las Vegas — Durante anos, os ecrãs tácteis, o recon­hec­i­men­to da escri­ta man­u­al e o con­tro­lo ges­tu­al foram grad­ual­mente sub­sti­tuin­do os botões mecâni­cos con­ven­cionais e os inter­rup­tores no car­ro em nome da segu­rança rodoviária. Afi­nal, con­tro­lar o sis­tema de nave­g­ação, o menu do com­puta­dor de bor­do ou o rádio é uma dis­tração. No CES 2018, em Las Vegas, a Bosch apre­sen­ta uma tec­nolo­gia de cock­pit inteligente que per­mite que os con­du­tores se con­cen­trem na con­dução e man­ten­ham os olhos na estra­da. “Esta­mos a arru­mar o cock­pit. Em veícu­los mod­er­nos, quan­to mais com­plexa a tec­nolo­gia, mais sim­ples e intu­itivos os sis­temas de con­tro­lo têm de ser.”, afir­ma Dr. Stef­fen Berns, Pres­i­dente da divisão Bosch Car Mul­ti­me­dia. A inteligên­cia arti­fi­cial aju­da a trans­for­mar o inter­face homem-máquina (HMI) num cen­tro de coman­dos que con­segue pen­sar mais adi­ante. “As fun­cional­i­dades ini­ci­ais como a inteligên­cia arti­fi­cial fornecem infor­mações valiosas ao HMI sobre o con­du­tor, o veícu­lo e o que acon­tece em redor. Isso per­mite o ajuste proa­t­i­vo de dis­plays e con­tro­los a qual­quer situ­ação de con­dução”, expli­ca Berns. A Bosch aprovei­ta essas infor­mações para o desen­volvi­men­to da con­dução autóno­ma. Aqui tam­bém, o HMI é o ele­men­to cen­tral que per­mite uma inter­ação ide­al entre pes­soas e veícu­los.

Utilizar o HMI sem se distrair

De acor­do com o Allianz Cen­ter for Tech­nol­o­gy, 63 por cen­to dos con­du­tores na Ale­man­ha uti­liza os sis­temas de nave­g­ação durante a con­dução; 61 por cen­to pas­sa de estação de rádio em estação de rádio; e 43 por cen­to nave­ga nos menus com­pli­ca­dos dos seus com­puta­dores de bor­do. Dis­trações como estas estão entre as causas mais fre­quentes de aci­dentes. “O nos­so tra­bal­ho é faz­er do HMI um com­pan­heiro fiáv­el em todas as situ­ações”, afir­ma Berns.

No coração do HMI está um assis­tente con­tro­la­do por voz que responde ao dis­cur­so nat­ur­al da pes­soa e pode até enten­der difer­entes diale­tos (por­tuguês inclu­so). Graças à com­preen­são da lin­guagem nat­ur­al (NLU), os con­du­tores podem con­ver­sar com a assis­tente Casey exata­mente como fari­am com um pas­sageiro. Out­ra car­ac­terís­ti­ca de Casey é a sua capaci­dade de ante­ci­par. Com base na inteligên­cia arti­fi­cial, pode apren­der a pre­v­er des­ti­nos prováveis depen­den­do da hora do dia; ou caso seja solic­i­ta­do que ligue o rádio, con­hece as prefer­ên­cias do con­du­tor, como ouvir as notí­cias de man­hã e músi­ca à noite.

Displays digitais tornam a condução mais segura

Cer­ca de 90 por cen­to da nos­sa cap­tação sen­so­r­i­al é fei­ta através da visão. Isso sig­nifi­ca que, enquan­to con­du­tores, pre­cisamos de ter a infor­mação rel­e­vante no momen­to cer­to e dire­ta­mente no nos­so cam­po de visão. Os dis­plays dig­i­tais estão a tomar con­ta do cock­pit e fazem mais do que sim­ples­mente mostrar a veloci­dade, as rpm(s) e o alcance da con­dução. Os seus algo­rit­mos inteligentes são capazes de apren­der e pri­orizar con­teú­do: se as estradas são escor­re­ga­dias, os con­du­tores vão ime­di­ata­mente rece­ber um sinal de aler­ta no cam­po de visão, enquan­to as infor­mações menos impor­tantes como a estação de rádio atu­al são alter­adas para out­ro dis­play. Isto aju­da a man­ter o con­du­tor con­cen­tra­do na estra­da.

No que diz respeito aos apar­el­hos de entreten­i­men­to, ao ar condi­ciona­do e ao rádio, os ecrãs tácteis e os con­tro­ladores cen­trais têm uma desvan­tagem deci­si­va: o con­du­tor tem de inserir os coman­dos com a máx­i­ma pre­cisão. A uma veloci­dade de 50 km/h, o car­ro via­jará 30 met­ros enquan­to os olhos do con­du­tor não estão aten­tos à estra­da durante dois segun­dos; a 120 km/h na autoestra­da, a dis­tân­cia aumen­ta para mais de 60 met­ros — con­dução cega. “Os dis­plays do car­ro com respos­ta háp­ti­ca per­mitem uma oper­ação mais fácil de todas as fun­cional­i­dades — por exem­p­lo, funções de rádio e tele­fone -, mais ráp­i­das, mais sim­ples e, o mais impor­tante, mais segu­ra”, afir­ma Berns. As teclas exibidas nos dis­plays háp­ti­cos trans­mitem a sen­sação de que o uti­lizador está a ajus­tar o vol­ume usan­do um con­t­role deslizante real. Como resul­ta­do, os con­du­tores podem man­ter os seus olhos na estra­da por mais tem­po.

Computador central no cockpit controla a HMI

Uma das con­se­quên­cias da avança­da tec­nolo­gia do cock­pit é o aumen­to da procu­ra de potên­cia de proces­sa­men­to, fiação e arquite­tu­ra de redes de bor­do. Nos veícu­los de pro­dução atu­ais, 5, 10 ou até 15 unidades de con­tro­lo eletróni­co exe­cu­tam dis­plays e dis­pos­i­tivos eletróni­cos. É necessário mais capaci­dade de proces­sa­men­to para mostrar infor­mações coor­de­nadas em todos os mon­i­tores. No futuro, a Bosch irá exe­cu­tar todo o HMI através de um com­puta­dor de cock­pit e irá inte­grar mais fun­cional­i­dades num úni­co proces­sador cen­tral. Isso irá pos­si­bil­i­tar a con­vergên­cia e sin­croniza­ção do sis­tema de info­tain­ment do painel de instru­men­tos e de out­ros mon­i­tores para que qual­quer infor­mação especí­fi­ca pos­sa ser geri­da e exibi­da em qual­quer momen­to e em qual­quer parte do veícu­lo. “Dá aos con­du­tores e pas­sageiros pos­si­bil­i­dades prati­ca­mente ilim­i­tadas de ajus­tar o ar condi­ciona­do, con­tro­lar o sis­tema de nave­g­ação ou mudar estações de rádio, de qual­quer lugar do veícu­lo”, expli­ca Berns. Além dis­so, reduzir o número de unidades de con­tro­lo tam­bém lib­er­ta espaço de insta­lação valioso, reduz o peso do veícu­lo e o tem­po necessário para o desen­volvi­men­to de veícu­los novos. No futuro, as atu­al­iza­ções no ar irão asse­gu­rar que o com­puta­dor do cock­pit e, por­tan­to, todo o HMI, seja man­ti­do atu­al­iza­do com um proces­so sim­ples, o mes­mo que é usa­do para smart­phones.

 

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