Filipe Albuquerque: Afinal o mundo é justo! (opinião)

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Fil­ipe Albu­querque | João Bar­bosa | Chris­t­ian Fit­ti­pal­di ter­mi­naram as 24 horas de Day­tona com uma bril­hante e inequívo­ca vitória. Fil­ipe terá afir­ma­do: “afi­nal o mun­do é jus­to!”; referindo-se ao final da cor­ri­da do ano pas­sa­do, onde foi afas­ta­do da pista de uma for­ma menos ele­gante, pelo jovem amer­i­cano Ricky Tay­lor (arti­go da JLpress).

A ver­dade é que, na altura o Cadil­lac DPi V-R #10 de Ricky Tay­lor esta­va mais rápi­do que o #5 Mus­tang Sam­pling de Albu­querque e ape­sar da manobra feia do pilo­to amer­i­cano e da man­hosa não ati­tude da direção de cor­ri­da, o Cadil­lac #10 da Kon­i­ca Minol­ta mere­cia gan­har.

O campe­ona­to prosseguiu e  a equipa da família Tay­lor fez valer a mel­hor preparação do seu car­ro, ven­cen­do de for­ma incon­testáv­el as provas seguintes e con­qui­s­tan­do o campe­ona­to IMSA Weath­erTech Sports­Car.

Ricky Tay­lor mudou de equipa para o team Penske (Acu­ra DPi), a Cadil­lac fez alguns ajustes no Motor, tor­na­do-o mais pequeno e menos penal­izáv­el pelo BOP. Fil­ipe Albu­querque assum­iu a posição de Chris­t­ian Fit­ti­pal­di no seio da equipa (acred­i­ta­mos pelo seu profis­sion­al­is­mo e resul­ta­dos) e a cor­ri­da de 2018 chegou.

Des­ta fei­ta o Mus­tang Sam­pling #5 venceu. Venceu, mas sem deixar mar­gens para dúvi­das, com uma vol­ta de avanço (con­sen­ti­da pelo pilo­to por­tuguês) sobre o segun­do clas­si­fi­ca­do, o #31 Whe­len Engi­neer­ing, per­mitin­do à Action Express assi­nar a dobrad­in­ha. Ricky Tay­lor ter­mi­nou a 15 voltas do vence­dor e o Kon­i­ca Minol­ta Cadil­lac DPi-V.R #10, não ter­mi­nou a cor­ri­da.

Não se pense que foi uma vitória fácil. Segun­do Fil­ipe as últi­mas seis horas de cor­ri­da foram tremen­das. No car­ro, o motor aque­cia para lá do que seria expec­táv­el e Albu­querque ouvia ruí­dos que não lhe agra­davam. Numa cor­ri­da de resistên­cia o pilo­to tem de saber gerir a mecâni­ca, algo que exige mui­ta exper­iên­cia e tal­en­to.

Então, afi­nal o mun­do é jus­to? É! Se te mostrares mere­ce­dor dessa justiça. Albu­querque, Bar­bosa e Fit­ti­pal­di são feitos da mes­ma mas­sa que todos os grandes campeões e isso nota-se na per­se­ver­ança, capaci­dade de encaixe e espíri­to com­bat­i­vo. Para eles não é necessário jog­ar de for­ma menos clara. Têm tudo o que é necessário, por vezes com um pouco mais de sorte, out­ras com menos, mas como diz o povo, a sorte é dos audazes e eles, como todos os grandes campeões, não têm fal­ta de audá­cia. O Mun­do é jus­to? Sim, se tra­bal­hares para mere­cer essa justiça.

No final o trio de pilo­tos da Action Express Rac­ing, não só venceu de for­ma categóri­ca, como esta­b­ele­ceu um novo record de voltas con­clu­idas: 808.

A figura Fernando Alonso

A for­mu­la 1 é sem som­bra de dúvi­da a mais mediáti­ca com­petição automóv­el de sem­pre. Os seus campeões são refer­ên­cias mundi­ais no auto­mo­bil­is­mo e foi tem­po em que era uma ver­dadeira mon­tra dos mel­hores pilo­tos do mun­do. Na min­ha opinião já não é assim! A for­mu­la 1 con­tin­ua a ser mediáti­ca, mas os seus pilo­tos não são os mel­hores do mun­do.

Fer­nan­do Alon­so é um pilo­to tal­en­toso, sem dúvi­da. Tem os seus méri­tos e a sua imagem traz muito de bom às provas em que par­tic­i­pa (pelo menos de for­ma mediáti­ca). Muito se falou de Alon­so, cheguei a ler que era um prestí­gio cor­rer na mes­ma pro­va onde Alon­so, Mon­toya e out­ros nomes sonantes par­tic­i­pavam. Alon­so chegou e disse: Atenção, ten­ho muito a apren­der! É a primeira vez que cor­ro uma cor­ri­da de 24 horas, é a primeira vez que par­til­ho o car­ro com out­ros pilo­tos, é a primeira vez que guio este tipo de car­ro e tam­bém é a primeira vez que faço uma cor­ri­da com car­ros mais lentos em pista ao mes­mo tem­po (GT’s). É muito para apren­der. Fer­nan­do Alon­so tem os pés assentes na ter­ra e sabe que, ali, para se ser campeão, é pre­ciso algo mais do que um for­mu­la um exige.

É aqui que os por­tugue­ses se demar­cam. João Bar­bosa venceu pela ter­ceira vez as 24 Horas de Day­tona. Foi campeão do Weath­erTech Sports­Car Chami­p­i­onship por duas vezes e é o total­ista da North Amer­i­ca Endurance Cup (4 edições — 4 vic­tórias). Talvez alguns andem dis­traí­dos, mas aqui, ele é o campeão! Fil­ipe venceu a pro­va pela segun­da vez, emb­o­ra seja a primeira na classe prin­ci­pal. Das 3 vezes que par­ticipou na classe pro­tóti­pos, con­ta já com um quar­to, um segun­do e um primeiro lugar. Foi o vence­dor da NAEC de 2017, jun­ta­mente com João Bar­bosa e Chris­t­ian Fit­ti­pal­di. Para além dis­to Fil­ipe con­ta com vitórias no WEC, onde foi vice campeão LMP2 em 2016 e no ELMS, onde foi ter­ceiro em 2015 e segun­do em 2017. Neste ano, Fil­ipe Albu­querque, mais que nun­ca, luta pelas vitórias  em três campe­onatos: ELMS, IMSA Weath­erTech Cham­pi­onship e NAEC.

Alvaro Par­ente, tam­bém campeão nos Esta­dos Unidos no Pirelli World Chal­lenge de 2016, par­ticipou pela primeira vez nas 24 Horas de Day­tona este ano. A con­vite de Michael Shank o pilo­to do por­to fez parce­ria com K. Legge, T. Hind­man e A. All­mendinger, ten­do os qua­tro lev­a­do o Accu­ra NSX GT3 ao segun­do lugar do podio. António Félix da Cos­ta tam­bém par­ticipou pela primeira vez nas 24 horas de Day­tona  a con­vite da equipa de Jack­ie Chan e fez 5º lugar.

Pedro Lamy, teve este ano uma pro­va menos feliz, mas o seu cur­ricu­lum fala por si. Lem­bramos, no entan­to, que é o atu­al campeão do WEC na classe LMGTE AM, jun­ta­mente com Math­ias Lau­da e Paul Del­la Lana.

Para finalizar gosta­va de lem­brar o final do WEC de 2016, onde os três por­tugue­ses que par­tic­i­param nesse campe­ona­to tiver­am as seguintes clas­si­fi­cações:

Fil­ipe Albu­querque 2º LMP2; Rui Águas 1º LMGTE AM; Pedro Lamy 2º LMGTE AM.

Vamos falar de campeões? Fale­mos em português(es)!

 

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