Formula 1: Ferrari na primeira linha do GP da China! E Agora?

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Sebastien Vettel, Ferrari SF71H, China GP 2018 | Photo Scuderia Ferrari
Sebastien Vet­tel, Fer­rari SF71H, Chi­na GP 2018 | Pho­to Scud­e­ria Fer­rari

Antes das qual­i­fi­cações de hoje de man­hã, tín­hamos chega­do à con­clusão que, em ter­mos mecâni­cos, Mer­cedes e Fer­rari estavam equiparadas. O que a Mer­cedes gan­ha em motor, a Fer­rari gan­ha no menor des­gaste dos pneus.

A Mer­cedes tem demon­stra­do alguns prob­le­mas com os pneus super-macios, ultra-macios e, mes­mo com os macios. Na real­i­dade as mel­hores prestações do Mer­cedes AMG W09, têm acon­te­ci­do com os pneus médios.

Isto sucede porque o car­ro ger­mâni­co “põem mui­ta car­ga” nos pneus, sobre-aque­cen­do-os e per­den­do efi­ciên­cia pelo des­gaste cau­sa­do. Não será difí­cil de enten­der que não adi­anta ter um exce­lente motor se o des­gaste que o car­ro provo­ca nos pneus vai lim­i­tar a uti­liza­ção desse motor.

China Grand Prix, Mercedes AMG F1 W09 EQ Power +, #44 Lewis Hamilton | Photo Wolfgang Wilhelm
Chi­na Grand Prix, Mer­cedes AMG F1 W09 EQ Pow­er +, #44 Lewis Hamil­ton | Pho­to Wolf­gang Wil­helm

Já a Fer­rari (e a Red­Bull de for­ma mais acen­tu­a­da) pos­sui um motor ligeira­mente menos efi­caz, mas o car­ro é bas­tante mais “ami­go” dos pneus. Nas qual­i­fi­cações de hoje de man­hã (GP da Chi­na 2018) os dois Fer­rari con­seguiram uma van­tagem supe­ri­or a 0,5s para os dois Mer­cedes (todos os car­ros usavam ultra-macios). No entan­to, na Q2, quan­do ambos usavam pneus macios (com que vão ini­ciar a cor­ri­da), a van­tagem, mes­mo que ligeira, foi dos Mer­cedes, pelo que podemos esper­ar que de iní­cio essa van­tagem ven­ha à tona.

Não podemos esque­cer que os Fer­rari saem na frente e que, caso as coisas não lhes cor­ram de feição, terão sem­pre a opção de pneus mais macios, com os quais são mais efi­cazes que o adver­sário. A Fer­rari sai na frente e tem um maior leque de escol­has quan­to a pneus, logo difer­entes estraté­gias disponíveis. A Mer­cedes sai atrás e não dis­põe de grandes opções, pois na medi­da em que os pneus vão sendo mais macios, o car­ro perde eficá­cia. Diria que a Mer­cedes não poderá fugir à estraté­gia de uma par­agem, com iní­cio da cor­ri­da com pneus macios que serão para esticar ao lim­ite e tro­car por pneus médios para ir até ao fim.

A Fer­rari não é, no entan­to, o úni­co adver­sário com que a Mer­cedes tem que se cuidar. A Red­Bull vem logo atrás com Ver­stap­pen a par­tir atrás de Botas e Ric­cia­r­do na tra­seira de Hamil­ton. Os motores Renault estão muito efi­cazes e ambos partem com pneus ultra-macios. Ver­stap­pen já deixou claro que, para ele não há hier­ar­quias, ape­nas e só opor­tu­nidades à espera de serem aproveitadas. Se os seus adver­sários lhe abrirem ligeira­mente a por­ta, ele vai espre­itar e, se poder, entrar! Hamil­ton e Bot­tas que se cui­dem com quem vem atrás, pois se assim não for poderão vir a per­gun­tar, no final: E ago­ra?

Max Verstappen of the Netherlands driving the (33) Aston Martin Red Bull Racing RB14 TAG Heuer | Photo by Clive Mason/Getty Images
Max Ver­stap­pen of the Nether­lands dri­ving the (33) Aston Mar­tin Red Bull Rac­ing RB14 TAG Heuer | Pho­to by Clive Mason/Getty Images

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