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Formula E: Super Di Grassi

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Lucas Di Grassi (BRA), Audi Sport ABT Schaeffler, Audi e-tron FE04, wins the Zurich ePrix.
(BRA), Sport ABT Scha­ef­fler, e-tron FE04, wins the ePrix.

O ePrix de esta­va mar­ca­do para ser históri­co. Começan­do pelo fac­to de ser a primeira pro­va em cir­cuito após 64 anos de inter­dição, depois por ser a últi­ma aparição dos car­ros de 1ª ger­ação da fór­mu­la E em solo europeu e tam­bém porque mar­cou o regres­so de às vitórias, num ano que nos lem­bra a Série Negra do Michel Vail­lant, mas onde o nos­so herói será Super Di Gras­si.

Uma Corrida Histórica

A cor­ri­da começa por ser históri­ca, pois mar­ca o iní­cio de uma nova era nas cor­ri­das em cir­cuito na Con­fed­er­ação Helvéti­ca. Após o grave aci­dente das 24H de Le Mans em 1954, o gov­er­no Suíço aprovou uma lei onde este tipo de com­petições foram inter­di­tadas. Ago­ra com o adven­to dos veícu­los elétri­cos e com a cada vez maior expressão glob­al da Fór­mu­la E, o gov­er­no Helvéti­co pro­cedeu a uma alter­ação na lei, onde é aber­ta a pos­si­bil­i­dade de real­iza­ção deste tipo de provas no ter­ritório nacional, abrindo as por­tas à real­iza­ção do ePrix de que, como dizia antiga­mente um anun­cio de automóveis, veio para ficar e … ficou mes­mo!

A qual­i­fi­cação na Fór­mu­la E é com­pos­ta por duas fas­es. Na primeira fase (chamar-lhe-emos “fase de gru­pos”) os pilo­tos são divi­di­dos por 4 gru­pos onde vão lutar pelos cin­co mel­hores tem­pos. Os cin­co mel­hores tem­pos des­ta fase pas­sam à fase seguinte, a super-pole, onde vão ser dis­puta­dos os cin­co primeiros lugares da grel­ha. O vence­dor da super-pole soma três pon­tos nas con­tas do campe­ona­to.

A super-pole de começou por ter como pro­tag­o­nistas, três can­didatos à primeira super-pole da car­reira: Mitch Evans, André Lot­ter­er e José Maria Lopez. Tam­bém não incluiu nen­hum , mas estiver­am pre­sentes os dois car­ros da Drag­on, equipa amer­i­cana de Jay Penske que se encon­tra em penúl­ti­mo lugar no campe­ona­to. José Maria Lopez tin­ha ain­da de acres­cen­tar 3 lugares ao seu resul­ta­do, em vir­tude de uma penal­iza­ção que lhe fora atribui­da durante os treinos livres.

Para além destes 3, entraram na dis­pu­ta, D’Ambrosio e Bird, sendo que este últi­mo é o úni­co pilo­to capaz de dis­cu­tir o tit­u­lo com que, após uma pés­si­ma fase de gru­pos, ocu­pa­va o 17º lugar da grel­ha.

Mitch Evans (NZL), Panasonic Jaguar Racing, Jaguar I-Type II.
Mitch Evans (NZL), Pana­son­ic Jaguar Rac­ing, Jaguar I-Type II.

Para a par­ti­da tin­hamos então uma grel­ha com Mitch Evans na pole (e mais 3 pon­tos nas suas con­tas), ladi­a­do por um André Lot­ter­er cheio de von­tade de vencer. Lot­ter­er é um grande pilo­to, mas nes­tas coisas das cor­ri­das com car­ros eléc­tri­cos ain­da é um “nova­to”.

A questão está que este tipo de cor­ri­das obri­ga a uma gestão da ener­gia disponív­el no car­ro e, andar muito rápi­do em cer­to momen­to da cor­ri­da pode sig­nificar ter de andar muito lento mais tarde.

Na segun­da lin­ha da grel­ha esta­va e ao seu lado o Drag­on de D’Ambrosio. Atrás destes, os campe­onis­si­mos e Sebastien Bue­mi. Lucas que teve um iní­cio de época para esque­cer, sem qual­quer pon­to nas primeiras 4 cor­ri­das, somou já qua­tro segun­dos lugares e 2 voltas mais ráp­i­das, não tem hipóte­ses de vencer o campe­ona­to, mas já ocu­pa o ter­ceiro lugar e, matem­ati­ca­mente, ain­da pode ser vice-campeão.

Bue­mi é quar­to no campe­ona­to, tam­bém não gan­hou este ano, queren­do  ofer­e­cer uma vitória à Renault que este ano se des­pede da .

Mitch Evans tin­ha muito com que se ocu­par, não bas­tasse ser a sua primeira vez na pole, era tam­bém a primeira vez que coman­da­va uma cor­ri­da e o pilo­to da Jaguar que­ria deixar bem claro que esta pole não era obra do aca­so. Tudo reunido para uma par­ti­da em grande e, dese­ja­va-se, sem prob­le­mas.

Mitch Evans (NZL), Panasonic Jaguar Racing, Jaguar I-Type II, leads Andre Lotterer (BEL), TECHEETAH, Renault Z.E. 17, and Sam Bird (GBR), DS Virgin Racing, DS Virgin DSV-03.
Mitch Evans (NZL), Pana­son­ic Jaguar Rac­ing, Jaguar I-Type II, leads Andre Lot­ter­er (BEL), TECHEETAH, Renault Z.E. 17, and (GBR), DS Vir­gin Rac­ing, DS Vir­gin DSV-03.

Super Di Grassi

Assim que as luzes se apa­garam os dois pilo­tos da frente arran­car­am muito bem, Lot­ter­er ten­tou, mas Evans não foi em canti­gas e segurou mes­mo o coman­do da cor­ri­da. As 3 primeiras posições man­tiver­am-se até à 14ª vol­ta, momen­to em que Di Gras­si pas­sou . Duas voltas mais tarde Di Gras­si pas­sa Lot­ter­er e vai atrás do Jaguar de Evans que, tal como os out­ros, não pare­cia ter rit­mo para o do brasileiro.

que par­ti­ra de 17º, nes­ta altura já se encon­tra­va nos pon­tos e em luta ace­sa com Rosen­qvist. Vergne aca­ba por pas­sar Rosen­qvist, mas no proces­so “dá-lhe um chega para lá” que faz Blon­qvist tocar no muro e deixar a asa dianteira do car­ro no meio da pista. Di Gras­si pas­sa Evans como se não hou­vesse aman­hã e assume o coman­do da cor­ri­da. O pilo­to da Jaguar não ofer­e­ceu grande resistên­cia e seguiu os con­sel­hos da boxe para man­ter o rit­mo, pois não adi­anta coman­dar se, no fim, ficar­mos sem ener­gia. Como acon­te­ceu com Lot­ter­er em Paris, onde na últi­ma vol­ta ficou para­do e a Techee­tah viu lograr-se uma segun­da dobrad­in­ha no campe­ona­to.

Chega­dos à 19ª vol­ta ultra­pas­sa D’Ambrosio que ocu­pa­va a 7ª posição, mas no proces­so, pisa a asa dianteira de Blon­qvist. Este fac­to leva a direção de pro­va a declarar um FCY (Full Corse Yel­low) e todos aproveitam para vir às box­es.

Jean-Eric Vergne (FRA), TECHEETAH, Renault Z.E. 17, changes car.
(FRA), TECHEETAH, Renault Z.E. 17, changes car.

A tro­ca de car­ro não corre bem a que perde muito tem­po e cai duas posições, mas recu­pera para oita­vo. , nes­ta fase da cor­ri­da, esta­va em 5º e Di Gras­si via a sua 1ª vitória da época, cada vez mais próx­i­ma. Felix da Cos­ta fiz­era uma cor­ri­da sem erros e começa­va a col­her fru­tos com um 11º lugar que a todo momen­to pode­ria dar entra­da nos pon­tos. Bas­ta­va que o pilo­to por­tuguês con­tin­u­asse sem come­ter erros e que o Andret­ti não fal­has­se.

Na vol­ta 30, Evans, Bue­mi, Lot­ter­er e Lopez são penal­iza­dos com uma pas­sagem pela lin­ha de box­es por terem exce­di­do o lim­ite de veloci­dade durante as ban­deiras amare­las, Vergne recebe a mes­ma penal­iza­ção, mas 4 voltas mais tarde.

Com tudo isto sobe a 2º e Ambro­sio a 3º, ofer­e­cen­do um podio à Drag­on. Félix da Cos­ta sobe a oita­vo e a 10º. Clas­si­fi­cação que se man­te­ria até ao final da cor­ri­da.

Sam Bird (GBR), DS Virgin Racing, DS Virgin DSV-03.
(GBR), DS Vir­gin Rac­ing, DS Vir­gin DSV-03.

Após esta cor­ri­da só e podem aspi­rar a ser campeões. Bird recu­per­ou 17 pon­tos e está ago­ra a 23 pon­tos do lid­er, mas tem “ape­nas” 39 pon­tos de van­tagem para Di Gras­si. Isto sig­nifi­ca que se o brasileiro gan­har as duas cor­ri­das de Nova Iorque, bird pre­cisa ape­nas de somar 5 pon­tos para segu­rar o 2º lugar do campe­ona­to.

Já quan­to aos dois primeiros, está quase obri­ga­do a gan­har as duas cor­ri­das que fal­tam; pelo menos a ter­mi­nar na frente do francês da Techee­tah. Mes­mo assim pode não chegar, pois se somar dois ter­ceiros lugares (ou um ter­ceiro e um quar­to lugares), Bird pre­cis­ará dos 3 pon­tos da pole para igualar o francês. Nes­ta situ­ação (empate) o campeão será , pois, caso vença as duas provas de Nova Iorque, o pilo­to da DS Vir­gin somará 4 vitórias con­tra as 3 de J-E Vergne. O maior número de vitórias é, segun­do os reg­u­la­men­tos, o primeiro fac­tor de desem­pate.

Fór­mu­la E é assim, emoção até há úll­ti­ma cor­ri­da. Seja quem for o vence­dor, será sem­pre o 4º vence­dor difer­ente do . Para finalizar e sub­lin­har a com­pet­i­tivi­dade de um campe­ona­to que por vezes deixa tão divi­di­dos os adep­tos do desporto automóv­el, alguns fac­tos: Os nove primeiros em cor­reram em nove car­ros difer­entes a saber: , DS Vir­gin, Drag­on, Techee­tah, Renault, Mahin­dra, Jaguar, Andret­ti e Nio. Os dois últi­mos clas­si­ca­dos do campe­ona­to colo­caram um car­ro cada nos lugares pon­tuáveis e o líder do campe­ona­to que até ago­ra não se tin­ha clas­si­fi­ca­do abaixo de 5º, ficou em 10º. Assim vai a com­pet­i­tivi­dade entre os car­ros eléc­tri­cos.

Resul­ta­dos da Cor­ri­da

Cas­si­fi­cação pilo­tos

Clas­si­fi­cação Equipas

Lucas Di Grassi (BRA), Audi Sport ABT Schaeffler, Audi e-tron FE04.
(BRA), Sport ABT Scha­ef­fler, e-tron FE04.

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