PWCGP de Long Beach Parente conquista pódio improvável.

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Alvaro Parente, Bentley Continental GT3 #9, K-Pax Racing
Alvaro Par­ente, Bent­ley Con­ti­nen­tal GT3 #9, K-Pax Rac­ing

Álvaro Par­ente está a ter um ini­cio de tem­po­ra­da difí­cil no PWC. A K-Pax optou por cor­rer com o Bent­ley Con­ti­nen­tal GT 3 e, ape­sar de este ser mais leve que o McLaren, mais potente e com uma dis­tân­cia entre eixos semel­hante, a ver­dade é que o car­ro é mais volu­moso e perde para Fer­rari, Porsche e mes­mo Lam­borgh­i­ni nos cir­cuitos citadi­nos.

Das primeiras cin­co cor­ri­das real­izadas até ago­ra, ape­nas as 2 do COTA (Cir­cuit of The Amer­i­c­as) é que não foram den­tro de cidade. As duas primeiras em Saint Piters­burg e a últi­ma em Long Beach não foram em ter­reno favoráv­el ao Bent­ley, pelo que não é sur­preen­dente que Par­ente ande arreda­do dos lugares a que nos habitu­ou no PWC.

No PWC as 2 cat­e­go­rias prin­ci­pais, GT e GTA, não se difer­en­ci­am pelos car­ros, mas pelos pilo­tos. Os pilo­tos que cor­rem em GTA são da cat­e­go­ria infe­ri­or. Basi­ca­mente cor­re­spon­dem aos pilo­tos bronze da Fia. A cat­e­go­ria GT são pilo­tos profis­sion­ais com mais exper­iên­cia e resul­ta­dos. Os car­ros são iguais.

Y. Harata, Lamborghini Huracan GT3, GTA #55
Y. Hara­ta, Lam­borgh­i­ni Hura­can GT3, GTA #55

Para se ter uma ideia das difi­cul­dades de Álvaro Par­ente nes­ta época, a sua luta nes­ta cor­ri­da foi com os lid­eres da cat­e­go­ria GTA, Mar­tin Fuentes e Yuki Hara­ta. Jus­ta­mente os dois pilo­tos que se encon­travam à sua frente na grel­ha de par­ti­da.

A par­ti­da cor­reu bem ao pilo­to portuense recu­peran­do de 9º até ao 6º lugar na 1ª vol­ta. Vilan­der, Fer­rari 488 GT3 que par­tia da pole, garan­tiu a 1ª posição, segui­do por Morad no Mer­cedes AMG GT3 e Mancinel­li no Fer­rari 488 GT3. Nos 4º e 5º lugares vin­ham os Porsches de Udel e Hard­grove. Todos eles sep­a­ra­dos por ape­nas 3,2 segun­dos.

A 39 min­u­tos do final, quan­do dobra­va o Porsche #83 de Sul­li­van, Udel guina de for­ma inex­plicáv­el para a esquer­da e toca na dianteira do Porsche, fazen­do-o embat­er vio­len­ta­mente no muro do lado dire­ito. O inci­dente obrigou à entra­da do safe­ty car que per­maneceu em pista cer­ca de 17 min­u­tos. Udel, por seu turno recebe uma penal­iza­ção de 1 min­u­to na box, por provo­car o aci­dente. Par­ente que tin­ha sido ultra­pas­sa­do por Chris­tensen, retor­na ao 6º lugar.

Christensen, Porsche 911 GT3 #24
Chris­tensen, Porsche 911 GT3 #24

Pouco depois do recomeço da cor­ri­da, Morad no Mer­cedes AMG GT3 que vin­ha a faz­er uma exce­lente cor­ri­da, baten­do-se com Vilan­der pelo 1º lugar, entra na box com prob­le­mas mecâni­cos. Hard­grove e Chris­tensen que vin­ham a dis­putar o 3º lugar, tem um toque provo­ca­do por Chris­tensen. Hard­grove faz um pião e Chris­tensen é penal­iza­do por ter provo­ca­do o toque. Par­ente Chega a ter­ceiro da ger­al.

Mancinel­li com um Fer­rari mais rápi­do que o de Vilan­der, aca­ba por ultra­pas­sar aque­le que, até aí tin­ha lid­er­a­do a cor­ri­da e afas­ta-se para vir a vencê-la.

Daniel Mancinelli, Ferrari 488 GT3 #31 R3 Racing
Daniel Mancinel­li, Fer­rari 488 GT3 #31 R3 Rac­ing

Par­ente ago­ra no 3º lugar, con­tin­ua a exi­gir o máx­i­mo do seu Bent­ley, uma vez que, atrás de si, estão o Lam­borgh­i­ni Huri­can GT3 de Y. Hara­ta e o Fer­rari 488 GT3 de Fuentes que não só dis­putam o 3º lugar de Par­ente, como a lid­er­ança da cat­e­go­ria GTA. O entu­si­as­mo dos dois pilo­tos leva Fuentes a dar um toque em Hara­ta na últi­ma vol­ta. Este faz um pião, mas con­segue recu­per­ar. Fuentes fica com o Fer­rari bas­tante dan­i­fi­ca­do, mas con­segue prosseguir na frente de Hara­ta. O mex­i­cano, com fortes difi­cul­dades, leva o Fer­rari até à lin­ha de chega­da, mas é ultra­pas­sa­do por Hara­ta que em cima da meta, ultra­pass-o e repõe algu­ma justiça na sua cor­ri­da.

Alvaro Par­ente -As per­spec­ti­vas para hoje não eram as mel­hores, por­tan­to, sabia que tin­ha de arriscar um pouco na par­ti­da. Arran­quei bem e con­segui gan­har muitas posições, o que foi deter­mi­nante para o des­fe­cho da pro­va. Andei sem­pre no máx­i­mo, só assim con­segui man­ter a min­ha posição. Depois, foi aproveitar os erros dos out­ros para ir subindo na clas­si­fi­cação

“Nun­ca esperei alcançar um pódio aqui. Mas todos na equipa tra­bal­há­mos afin­cada­mente para poder­mos tirar o máx­i­mo de par­tido das cir­cun­stân­cias. Esta subi­da ao pódio é a rec­om­pen­sa pelo esforço de todos. Foi um exce­lente resul­ta­do para um fim-de-sem­ana difí­cil”


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