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  • September 19, 2019
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Hoje resolvi testar o sistema de estabilização de imagem da minha Fujifilm Fujinon XF 18-55 F2.8-4 R LM OIS. A Fujifilm anúncia que o sistema permite ganhar 3,5 diafragmas (3,5 stops) na velocidade de exposição.

Configurei a X-T2 para 200 ISO e obturador eletrónico (este obturador não permite descer abaixo dos 200 ISO) e coloquei um filtro de densidade neutra PRO ND 16 da Hoya que me permite escurecer a imagem em 4 diafragmas (caso contrário nunca conseguiria descer a velocidade de obturação abaixo de 1/60s). Como a objetiva é leve parti do princípio de que a velocidade mínima da 18-55 seria 1/125s pelo que 3, 5 diafragmas para menos seria… entre 1/8 e 1/15. Escolhi 1/10.

As minhas mãos já não são o que eram, muitos cafés, algumas contrariedades, tudo a juntar à idade (já estou mais perto dos 60 do que dos 30) e 1/10s é garantia de imagem tremida.

Confesso que até agora nunca encontrei um sistema de estabilização que me convencesse. A minha primeira máquina digital, a Konica Minolta 7D, tinha sistema de estabilização no corpo e sempre foi superior aos das objetivas Canon que depois tive.

Durante o Millennium Estoril Open o Rui Elias disse maravilhas do sistema da XF 100-400 R LM OIS WR, mas eu preferi trabalhar com o monopé e, por isso não retirei grandes referências. Estava então na altura de tirar a verdade a limpo.

Esta primeira galeria de imagens foi realizada com as seguintes configurações: ISO 200; abertura F variou F13 e F16 nas primeiras 3 fotos e desceu a F4 na última; a velocidade foi sempre de 1/10s.

As imagens seguintes fora realizadas da seguinte forma: As duas primeiras com ISO a 200, abertura a F16 e velocidade a 1/15s; as duas seguintes foram realizadas à velocidade de 1/20s, a primeira a F8 e a seguinte a F11; por fim, a última imagem que foi realizada à velocidade de 1/50s a F5.6.

Finalmente resolvi experimentar o “paning”. Apenas para ver o que conseguia fazer:

Na primeira não consegui um momento em que o ciclista estivesse nítido, mas o efeito do carro em sentido contrário (não foi totalmente ao acaso), ajudou a trazer dramatismo ao movimento. Já na segunda a bicicleta e o próprio ciclista estão satisfatoriamente nítidos. Resta dizer que a primeira foi realizada com Obturador Eletrónico, F13 1/10s a 200 ISO; a segunda, com obturador mecânico, F11 e 1/20s a 100 ISO. Ambas na focal 55mm.

É de facto extraordinário onde este sistema da Fujifilm nos ajuda a chegar. Óbvio que temos de tomar algumas precauções e que nem todas as fotografias ficam no ponto, mas conseguimos lá chegar e não é difícil. Nunca, nos meus melhores dias, sonhei em fotografar abaixo de 1/30s se não tvesse como objetivo criar algum efeito de arrastamento. No entanto, hoje fi-lo de forma intencional e sem preocupações maiores para me manter estável.

Outras objetivas do sistema X (por Exemplo a XF 50-140 F2.8 R LM OIS WR e a XF 100-400 F4.5-5.6 R LM OIS WR) permitem baixar até 5,5 diafragmas. A X-H1 vem equipada com o IBIS (In Body Image Stabilizer) que permite os mesmos 5,5 diafragmas. Isto, conjugado com excelente desempenho a ISO elevado, permite ao fotografo realizar imagens “à mão” que outrora só eram possível com tripé e, acreditem, isso é uma enorme vantagem.

Até sempre.

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